SHOWS 11-5594.1469 / 11-98685.9101

Lá da Alma

2016

4-discografia-07Prestes a completar 18 anos de carreira e conhecido por hits que marcaram uma geração, o Falamansa apresenta seu novo álbum. Com um intervalo de apenas dois anos de “Amigo Velho” (2014), o grupo, que é referência do forró, chega ao seu décimo disco de inéditas. Intitulado “Lá da Alma”, o trabalho chega às lojas pela Deck.

O álbum traz 14 faixas inéditas, todas de autoria de Tato, sendo duas delas, “Respeite a Maré” e “Um Pouco Mais de Fé”, em parceria com Manuca Almeida, Ivo Mozart, Zeider Pires e Marcelo Mira. Outra parceria com Zeider e Ivo é “Amuleto”. Em “Nós Dois, Numa Praia, Num Rolê”, a banda convida para cantar o co-autor da canção, o sanfoneiro Mestrinho.

“Lá da Alma”, como o próprio nome diz, vem lá do fundo das inspirações do compositor e vocalista Tato, buscando despertar nas pessoas o poder de expressar tudo o que sentimos e acreditamos, principalmente os bons pensamentos. Músicas que falam de alegria, fé, amor, consciência ambiental e social, pontuam esse trabalho.

01. Um Pouco Mais de Fé
02. Cacimba de Mágoa (feat. Gabriel O Pensador)
03. Lá Da Alma
04. Respeite a Maré
05. Vamos Até a Lua
06. Seja o que Deus Quiser
07. Todo Dia É o seu Dia de Sorte
08. Já Foi, Já Era
09. Nós Dois, Numa Praia, No Rolê (feat. Mestrinho)
10. Figa
11. Por Um Amor Mais Verdadeiro
12. Xote Ostentação
13. Um Silêncio e a Voz


Amigo Velho

2014

“Amigo Velho”: Falamansa volta com novo disco de inéditas após seis anos e propõe um forró sem beira nem fronteira.

Do improvável encontro de três “alemães” paulistas e um experiente sanfoneiro pernambucano, 16 anos atrás, nasceu não apenas um dos grupos mais importantes de forró desde Luiz Gonzaga mas uma amizade que atravessou os anos e os acidentes no caminho intacta. “Falamansa existe graças aos quatro. Se fosse qualquer outro não teria dado certo”, resume Tato, cantor, violonista e compositor da banda, que se completa com Alemão, na zabumba, Dezinho, no triângulo, e Valdir do Acordeom, na sanfona.

O clima de companheirismo e harmonia do quarteto não poderia ter melhor tradução do que “Amigo Velho”, faixa-título e álbum que o Falamansa coloca nas prateleiras, lojas virtuais, rádios e festas de São João a partir de maio. Gravado no estúdio próprio do vocalista, no melhor estilo “tudo em casa”, entre um churrasquinho e uma jam session, o novo disco de inéditas da banda (6º da carreira e 9º se considerados ao vivo e coletâneas) oferece flertes descompromissados com o folk, o country, o punk cigano e até o funk pancadão, sem perder de vista o inconfundível denominador comum da Falamansa: o forró pé-de-serra.

“Numa Festa de São João”, terceira do disco, representa bem essa mistura de tradição com contemporaneidade. Abre num folk moderninho de violão capaz de fazer bonito em qualquer festival indie do mundo hoje, trilha de novela ou comercial de banco na TV, mas desemboca num gostoso xote cadenciado, daqueles de dançar agarradinho com a pessoa amada. “Dei um passo para trás e fui buscar a raiz mesmo. Se a volta do sucesso do folk fez as pessoas ficarem mais acostumadas a voz e violão, então por que não abandonar a bateria e apostar na sonoridade do trio [sanfona, triângulo e zabumba]?”, sugere Tato. Por trás da aparente ingenuidade da canção, no entanto, está uma tentativa de trazer para primeiro plano nossa rica cultura de festas juninas – “Mais fortes que o Carnaval, na minha opinião” – e também “uma das progressões de acordes mais complexas que já fez na vida, gaba-se”.

“Cada vez mais vejo a gente como revolucionários. São 16 anos seguindo os mesmos princípios e indo na contramão dos modismos, dessa coisa da sacanagem, de simplificar tudo para teclado e voz”, diz. Numa das principais alfinetadas nesse sentido, a faixa “Forró à Brasileira”, decreta: “O forró não tem cor / Não tem raça / Não tem briga / E é da massa / Não tem pose, nem pirraça / Meu forró só tem amor”. E no refrão: “Meu forró não tem beira, não / Meu forró não tem fronteira / Meu forró não é brincadeira / É da alma brasileira”.

“Essa é a nossa carta de intenções. Somos nós de punhos cerrados”, brinca, falando sério, o vocalista de 36 anos, fiel devoto da santíssima trindade do forró nordestino Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Dominguinhos.

Mas engana-se quem pensa que “Amigo Velho” é um disco combativo. Pelo contrário, o otimismo alto astral típico da Falamansa aparece em praticamente todas as faixas do disco – desde a autobiográfica “Um Novo Dia”, que trata da superação de Tato após a retirada de um tumor cerebral em 2007, passando pela festeira “Quem Sou Eu?”, que remete aos sons de cabaré do Gogol Bordelo, o arrasta-pé de duplo sentido “DDD” até a nada sutil “Me Dá Um Beijo”. “Esse é o xote rasgado, de inspiração em Flávio José, com letra muito romântica. É a hora em que a gente tira sandália de couro e bota o pé na terra”, recomenda.

E para quem não entender o recado em bom português, o quarteto preparou “Un Petit Peu Plus D’Amour”, inspirada nas andanças que tem feito pela França, Suíça, Portugal, Itália, Inglaterra e Irlanda nos últimos cinco anos. “Já fomos duas vezes tocar em Paris e é incrível ver o quanto está crescendo lá o forró. O europeu está descobrindo, fazendo festivais, aulas de dança e até workshop de zabumba!”, conta Tato. E arremata: “Hoje, o regional soa mundial.”

Diego Assis (maio de 2014)

01. Um Novo Dia
02. Amigo Velho
03. Numa Festa de São João
04. Essa Música
05. DDD
06. Quem Sou Eu?
07. Minha Sorte
08. Me da Um Beijo
09. Forró a Brasileira
10. Un Petit Peu Plus D’amour11. Tudo Bem
12. O Bem Que Você Me Faz
13. Debutanaluta


As Sanfonas do Rei

2012

1-as-sanfonas-do-reiHomenagear o centenário do eterno “Rei do baião” é a nova responsabilidade da banda Falamansa, que demonstra sua gratidão ao mestre Luiz Gonzaga, ao lado de grandes nomes da música brasileira, no novo álbum “As sanfonas do rei” – Tributo aos 100 anos de Luiz Gonzaga – (Deckdisc).

A banda completa 14 anos em 2012 e buscou no fundo do baú, gravações de Luiz Gonzaga ainda muito pouco divulgadas, mas com enorme riqueza musical e temática como, ”Indiferente” (Severino Ramos-Luiz Guimarães), “Xote ecológico” (Luiz Gonzaga-Agnaldo Batista), “O fole roncou” (Nelson

Valença-Luiz Gonzaga), “Alegria pé de serra” (Dominguinhos-Anastácia), unidas aos grandes sucessos já consagrados na voz do rei como “Sabiá” (Luiz Gonzaga-Zé Dantas), “Súplica Cearense “(Gordurinha-Nelinho), “Pense n’eu” (Gonzaga Júnior), “Qui nem giló” (Humberto Teixeira-Luiz Gonzaga), essa última com participação especial dos “Meninos do Morumbi”, um projeto social de crianças que já tem uma história de ligação com a banda Falamansa desde 2007.

O disco conta ainda com as participações de Elba Ramalho numa releitura de “Sanfoninha choradeira” (Luiz Gonzaga-João Silva), que ela mesmo havia gravado com o rei na década de 80. O inigualável Dominguinhos, um dos grandes responsáveis pela continuidade da história musical de Luiz Gonzaga, marca sua presença na animada “Nem se despediu de mim” (Luiz Gonzaga-João Silva) e Jorge du Peixe, vocalista do Nação Zumbi, solta a voz no “pout pourri” de forró e maracatu” Erva Rasteira/A Festa “(Gonzaga Júnior).

O lado tradicionalista do disco fica por conta do Trio Nordestino cantando o baião “Amei a toa” (João Silva-Joquinha Gonzaga), e o carismático Trio Virgulino no xote “Bom? Pra uns” (Onildo Almeida-Juarez Santiago).

Completam as participações do disco, o grande compositor e músico Miltinho Edilberto e a talentosíssima Janaína Pereira da banda Bicho de pé, cantando “Serena no mar” (Sivuca-Glorinha Gadelha).

Somam-se ao disco, “A hora do Adeus” (Luiz Gonzaga), onde a banda faz um “dueto digital” com Luiz Gonzaga e “As sanfonas do rei” (Tato), composição inédita para homenagear o mestre no melhor estilo Falamansa.

O projeto, que será lançado em CD e vinil, é uma síntese das diferentes fases do sanfoneiro e principalmente uma ênfase na sua busca de propagar o bem através da música, ora falando das necessidades do povo nordestino, ora exaltando a alegria o amor e a fé, características que acabaram sendo fundamentais para influenciar a Falamansa e tantos outros músicos brasileiros de diversos estilos.

A banda leva o show “As sanfonas do rei” para o Brasil inteiro unindo seu vasto repertório de sucessos como “Rindo a toa” (Tato), “Xote dos milagres” (Tato), “Xote da alegria” (Tato), entre outras, ao repertório do rei com mais um cenário inovador, todo feito com material reaproveitado, como já é de costume em sua busca para ser cada vez mais uma empresa sustentável, desta vez recriando cenas cantadas nas músicas do rei como uma casa de reboco feita de sobra de tecidos e mandacarus feitos de garrafas “pet” fazendo assim a união perfeita entre cultura e sustentabilidade.

Os figurinos também serão especialmente criados para a turnê. Sem dúvida nenhuma, o melhor presente que o rei do baião poderia receber: A certeza de que seu reinado ainda é soberano e que a cultura popular que ele tanto ajudou a construir, continua viva na alma dos jovens brasileiros.

01. O Fole Roncou
02. Indiferente
03. Erva Rasteira
04. Súplica Cearense
05. Amei À Toa
06. Sábia
07. Qui Nem Giló
08. Sanfoninha Choradeira
09. Nem se despediu de mim
10. Pense N’Eu
11. Alegria Pé De Serra
12. Xote Ecológico
13. Serena No Mar
14. Bom Pra Uns
15. As Sanfonas Do Rei


10 Anos – Por Um Mundo Melhor!

2010

Qual será o verdadeiro objetivo de um grupo musical? Ser famoso? Vender milhares de discos? Ser reconhecido internacionalmente? Ser referência no estilo que faz? Fazer parte da cultura do seu país?

Por qualquer uma dessas alternativas a Falamansa, formada por Tato(violão e voz), Alemão(zabumba), Dezinho(triângulo e percussão) e Valdir do Acordeom(sanfona), já poderia se consagrar como uma banda que atingiu suas metas. A banda vendeu 3.500.000 discos, tem presença anual garantida nos maiores festivais de música internacionais agregando ao seu currículo mais de 10 países e é unanimidade quando o assunto é forró, admirados pelos mais puritanos e radicais do estilo e até mesmo por aqueles que nem gostam do ritmo, mas apreciam o som da banda.

Sem falar ainda na importância cultural que coloca as músicas da Falamansa entre as mais executadas da década, e o vocalista e compositor Tato, como o maior arrecadador de direitos autorais vivo nos meses de junho (festividades Juninas) há 8 anos, perdendo apenas para Luiz Gonzaga, fato que deixa Tato extremamente honrado. “-Sempre atrás do mestre”, brinca Tato que está prestes a receber sua maior benção na vida: o primeiro filho. Mas então qual seria o próximo passo para um grupo já tão realizado?

O novo DVD “Falamansa 10 anos” define bem essa resposta. A começar pela capa, impressa em papel feito só com madeiras de reflorestamento, onde se lê a frase “Por um mundo melhor!!!”, que vale frisar não é o nome do disco e nem de uma música contida nele mas sim, uma demonstração da real intenção da banda: cantar para melhorar o mundo!

As atitudes ecologicamente corretas não param por aí. Os figurinos usados no show são feito de tecidos pet(feitos de garrafas pet) e o cenário é todo de material reaproveitado, incluindo 7.000 fundos de garrafas pet. Tudo isso filmado com câmeras Red, os mesmos equipamentos usados em filmes como “Anjos e Demônios”, “Distrito 9”, “Avatar” e muitos outros, colocando a banda no cenário internacional de cinema “Shot on Red”, como o primeiro DVD brasileiro gravado totalmente com essa tecnologia.

Mas é na musicalidade do DVD que está a maior contribuição da Falamansa para o bem estar do planeta. São 19 faixas, incluindo todos os grandes sucessos como “Rindo á toa”(TATO), “Xote dos milagres”(Tato), “Xote da alegria”(Tato), “Cem anos”(Tato), “Asas”(Tato), “Sol de Hiroshima”(Tato), “Avisa”(Tato), estas duas últimas em versões acústicas gravadas em um palco posicionado no meio da platéia. “- Foi uma maneira que encontramos de presentear nossos fãs que foram ao show, ficando mais perto deles!” , conta Dezinho.

O DVD tem também algumas regravações de Dominguinhos(“Pedras que cantam”), Nando Cordel(“Hoje é dia de folia”), Luiz Gonzaga(“Sanfona Sentida”), “Chuva”(Luiz Carlinhos) e “Ska”(Hebert Viana). “-A escolha do repertório foi bem natural”, diz Alemão justificando que todas as músicas que estão no disco fazem parte da história da banda.

Já as canções inéditas, 4 no total, refletem bem os quatro temas que podem ser encontrados em toda a carreira da Falamansa. Amor, alegria, fé e consciência ambiental. “Minha estrela” (Tato) compara a busca pelo amor ao antigo ritual de procurar a primeira estrela do céu para fazer um pedido. Com certeza um dos momentos mais românticos do DVD. “Coisa boa” (Tato) é aquele tipo de música que exalta a alegria das coisas simples da vida, marca registrada nas composições de Tato, que assina 14 faixas do disco. “Lixo no lixo” (Tato), é a música que qualquer ambientalista usaria como tema de palestra. Demonstra a preocupação com o comodismo do ser humano que espera acabar os recursos naturais do planeta para só depois dar valor. E, por fim, “Falamansear”(Tato) pode ser considerado o novo “hino da Falamansa”. A música relata o real sentido do grupo de espalhar alegria, dança, motivação, amor, fé e principalmente, fazer o bem através de suas atitudes.

O DVD conta ainda com um “Making off” com comentários sobre o show, um clipe da música “Segue a vida”gravado numa balsa em pleno Rio Tietê(SP) e imagens antigas da banda, presente especial para os fãs que acompanham a banda desde o início. Tudo dirigido por Léo Ferraz, um dos maiores novos talentos do Brasil.

Qual será então o verdadeiro objetivo da Falamansa?

Vai além da música e muito além de um simples aparelho de som. O objetivo dessa banda está ligado ao coração e a alma de cada fã, proporcionando não só música para os ouvidos e para dançar agarradinho, mas também para refletir e propagar o bem ao próximo, características cada vez mais incomuns aos artistas do mundo inteiro, mas em abundância nas mensagens desta banda. Hoje a Falamansa, não é mais simplesmente uma banda de forró. É uma filosofia de vida!!!

A.C. Gusmão

01. Rindo à Toa
02. Xote do Milagres
03. Avisa
04. Asas
05. Falamansa Song
06. Medo do Escuro
07. Xote da Alegria
08. Solução (Essa é Pra Vocês)
09. A Falta
10. Fique com a Saudade
11. Oh! Chuva
12. Um Dia Perfeito
13. Como Alcançar uma Estrela
14. Balanço do Busão
15. 100 Anos
16. Feinha
17. Decola
18. Hora do Adeus (Luiz Gonzaga)


Essencial

Sony/BMG 2008

3-essencial

01. Rindo à Toa
02. Xote do Milagres
03. Avisa
04. Asas
05. Falamansa Song
06. Medo do Escuro
07. Xote da Alegria
08. Solução (Essa é Pra Vocês)
09. A Falta
10. Fique com a Saudade
11. Oh! Chuva
12. Um Dia Perfeito
13. Como Alcançar uma Estrela
14. Balanço do Busão
15. 100 Anos
16. Feinha
17. Decola
18. Hora do Adeus (Luiz Gonzaga)


Segue a Vida

2007

4-discografia-06Quase uma década depois do aparecimento do fenômeno denominado forró universitário, há quem pense que esse movimento perdeu suas forças e voltou à obscuridade. Não é isso que sugere o título do mais novo álbum da Falamansa.

“Segue a vida”, sexto trabalho do grupo, traz uma síntese fiel da musicalidade da banda para dentro do estúdio,aliando as ideologias sempre presentes de mensagens positivas, alegria, amor e fé, à conscientização social e ambiental.

Neste que é o primeiro disco independente da Falamansa , nota-se logo no encarte a preocupação com o meio ambiente, pois é todo impresso em papel reciclado. Logo de início, na faixa ”Segue a vida”(Tato/Zeider),que dá nome ao álbum, a Falamansa já manda o seu recado ecologicamente correto: /”De que valem os ouvidos, se não houver atenção/De que valem os olhos sem belas paisagens…”/ . Em “Abençoe esse planeta”, também composição de Tato e Zeider(vocalista do Planta e Raiz), um grito contra a violência e a corrupção: /”Não haveria a guerra se não fosse a ignorância,/não haveria acordo se não fosse a paz”/. Tato e Zeider assinam ainda ”Juras de amor”.

E é amor a palavra chave deste novo álbum que trata do sentimento como o pilar estrutural de todos os outros sentimentos em “Amor é amor”(Tato/Alemão//Marquinhos) e faz uma comparação bem humorada do relacionamento a um jogo de quebra-cabeça em “Quebra-cabeças”(Tato). A balada romântica fica por conta de “O som”(Manuh e Danilo Garcia), uma das únicas músicas do disco que não é assinada por Tato assim como “Teu lugar”(Marcelo Mira).

Mas é em “Sol de Hiroshima”(Tato), que fica evidente a real intenção da Falamansa em proclamar a alegria, mesmo diante das maiores dificuldades. Depois de uma turnê de um mês pelo Japão e após um show memorável em Hiroshima, Tato escreveu: /”…Mas olha o sol de Hiroshima o que ele fez/brilhou mais forte que a escuridão. /Se agora eu caio, me levanto de uma vez e não desisto não…”/,referindo-se à determinação do povo em reconstruir a cidade destruída pela bomba. Mal sabia Tato que essa canção de motivação ajudaria a si próprio. Ao voltar da turnê, ele descobriu um tumor no cérebro, notícia que caiu como uma bomba para seus amigos, fãs e familiares. Durante a recuperação da delicada cirurgia, Tato buscou forças inspiradoras e compôs, ainda no leito do hospital, uma verdadeira poesia da superação chamada “Pensamento do dia” (Tato) que traz no refrão: /”Vencer uma batalha a cada dia vai te convencer/viver é não deixar a alegria e o nosso amor morrer.”/ Completam o álbum, os xotes ”Miou”(Tato) e ”Nunca é tarde”(Tato), os baiões ”Pra valer”(Tato/ Dezinho/Calderazzo) e ”Segredos de uma Lua cheia”(Tato) e o galope frevado “Na medida”(Tato). O vocalista assina também a direção artística e a produção do disco, esta última em parceria com Renato Guizelini.

Sem dúvida nenhuma ,”Segue a vida” define bem a principal característica da banda que é unir o ritmo contagiante do forró pé-de-serra e suas influências a letras que funcionam como uma espécie de auto-ajuda musicada, desmistificando a idéia de que música de qualidade não faz sucesso.

Alegria é o melhor Remédio!!E segue a vida, deixa rolar!!!

A.C. Gusmão
Jornalista

01. Segue a Vida
02. Amor é Amor
03. Miou
04. Abençoe Este Planeta
05. O Som
06. Quebra-cabeças
07. Juras de Amor
08. Pra Valer
09. O Sol de Hiroshima


MTV Ao Vivo Falamansa

Deckdisc / 2005

5-discografia-051Falamansa celebra sua grande fase no MTV Ao Vivo!

Ao contrário dos fenômenos passageiros que costumam dar rasantes pela MPB, o Falamansa passou primeiro pela prova de fogo dos palcos para depois lançar seu primeiro disco. Era só uma questão de tempo então o lançamento de um trabalho que mostrasse toda a energia que Tato (voz e violão), Alemão (zabumba), Dezinho (triângulo e percussão) e Valdir do Acordeon conseguem transmitir por onde passam. Gravado ao vivo em 19 de fevereiro no Via Funchal, o DVD e CD MTV AO VIVO FALAMANSA passam a limpo uma carreira iniciada há seis anos, quando a banda virou emblema maior do então chamado forró universitário. Seis mil pessoas engrossam o coro num repertório que traz, além dos sucessos arrasa-quarteirões da lavra de Tato, quatro canções inéditas de sua autoria que têm tudo para seguir igual caminho no coração dos fãs e nas paradas.

Um Dia Perfeito foi a senha escolhida para a abrir uma noite que não por coincidência rumava para a perfeição. Diante de um cenário que reproduz o raiar de um novo dia, um cello dá o tom para que sanfona, triângulo e zabumba entrem em cena incendiando a galera. Na continuação, o público vai à loucura com Xote dos Milagres, um dos hits do CD de estréia do grupo, lançado em 2000 pela mesma Deckdisc, parceira da MTV na empreitada atual. Roendo Unha (Luiz Gonzaga-Luiz Ramalho), que vem a seguir, chega como merecido tributo a Luiz Gonzaga, inspirador do Falamansa e pai do forró pé-de- serra que instiga cinturas e mentes Brasil afora. Na mesma pegada a banda emenda A Falta, outro tema favorito dos “falamansistas” de carteirinha.

A primeira inédita da noite é também a faixa de trabalho do DVD: “Bora, que o vento não me derrubou/ E a turbulência por aqui passou/ Aproveita e decola/ Atrás do teu sonho, meu amor”, diz o refrão de Decola, composição que Tato criou uma semana antes da gravação do MTV AO VIVO FALAMANSA. O xote pra cima soa como grito de guerra (ou de paz?) para a entrada em cena do primeiro convidado da noite: o sanfoneiro pernambucano Dominguinhos, ídolo de 10 entre 10 dos forrozeiros do País, põe seu fole em ação em Sete Meninas (Toinho-Dominguinhos) e Forró do Bole-Bole (João Silva-Raimundo Evangelista). Com tal bênção, vale o escrito para Xote da Alegria, outro hit emblemático da interação do Falamansa com seu fã-clube. Enquanto isso o sol vai a pino, num dia cenográfico cuja animação está longe de acabar. Outro convidado especial da festa forrozeira é Zeider, do Planta e Raiz, que divide com Tato os vocais de Gotas de Amor.

E dá-lhe xote com Confidências (Jorge de Altinho-Petrúcio Amorim), Cem Anos/Solução, Asas e Amor & Cia., esta com romantismo sob medida para inundar os casais que lotam as casas de forró por onde o grupo passa. Outro momento emocionante do MTV AO VIVO FALAMANSA se dá em Homem de Aço, cuja mensagem humanista é reforçada pelas percussão e as vozes dos Meninos do Morumbi, uma Ong que atende crianças e jovens carentes na Zona Sul paulistana. A grande fase vivida pelo Falamansa se instala de vez e por inteiro na levada de O Tal do Xote, outra criação trincando de nova na gravação: “Mostra o seu calor e deixa todo mundo aplaudir/ aí na rádio o povo todo vai pedir/ o tal do xote que tocou na MTV”. Alguém aí duvida de que seja isto mesmo o que vai acontecer? É só esperar pra ver… da vez mais incomuns aos artistas do mundo inteiro, mas em abundância nas mensagens desta banda. Hoje a Falamansa, não é mais simplesmente uma banda de forró. É uma filosofia de vida!

A.C. Gusmão | Jornalista

01. Um Dia Perfeito
02. Xote Dos Milagres
03. Roendo Unha (A Falta)
04. Decola
05. Sete Meninas
06. Xote Da Alegria
07. Confidência
08. Amor & Cia
09. 100 Anos
10. Asas
11. O Homem de Aço
12. Avisa
13. O Tal do Xote
14. Oh Chuva
15. Tempo De Paz
16. Forró de Tamanco
17. Gotas de Amor
18. História de Amor
19. Rindo à Toa
20. Falamansa song


Um Dia Perfeito

Deckdisc / 2004

6-discografia-04Falamansa e a expressão ‘forró universitário’ são sinônimos. Não apenas etimologicamente, mas também qualitativamente. O grupo, um dos mais cultuados pelos seguidores do gênero, a cada dia aprimora mais seu som, mas sem renegar as origens. Isso fica muito claro em UM DIA PERFEITO, quarto trabalho da carreira, que está sendo lançado pela Deckdisc. Mas o Falamansa propriamente dito não existia.

01. Um Dia Perfeito
02. Aquela Melodia
03. Tempo De Paz
04. Paciência Faz o Monge
05. Sete Meninas
06. Gotas de Amor
07. O Homem de Aço
08. Onde Está Você
09. Como Alcançar Uma Estrela
10. Relaxa
11. Roendo Unha
12. Passarinho Cantador
13. A Despedida


Simples Mortais

Deckdisc / 2003

7-discografia-03Fim dos anos 90: os arrasta-pés com sotaque nordestino estavam em evidência na noite, alimentando com o xote e pé-de-serra o que ficou conhecido como “forró universitário”. A expressão deixava clara a plena aceitação daquele ritmo por parte da classe media, inclusive a parcela algo intelectualizada desta gente. Mas, longe de (querer) ficar restrito ao campus, o forró fez jovens em geral despirem-se do preconceito. Eles puseram calças leves e sandálias; elas, saias rodadas e barriguinhas de fora para dançar, dançar muito. Para os ícones daquele movimento, havia dois caminhos claros: um, congelar ali; dois, evoluir, sair da universidade, meio que concluir o curso. Foi este último o escolhido pelo Falamansa. Depois de alcançar com seus dois primeiros discos a soma de dois milhões de cópias vendidas, Tato (violão e voz), Valdir (acordeon), Dezinho (percussão) e Alemão (zabumba) voltam com “Simples mortais”.Seria simplismo rotular as 13 faixas produzidas por João Augusto e Rafael Ramos de forró universitário. Vamos optar pela abrangência de “Música Popular Brasileira com um toque regional”. Oito composições foram feitas exclusivamente por Tato, como a faixa-título. Outras duas são parcerias que também têm o dedo do cantor e violonista: “Uma vida inteira”, feita com Dezinho e Marcelo Calderazzo (baixista que acompanha o grupo), e “Love sem amor”, com João Linhares (outro que segue a trupe, com violão e cello). Linhares fez ainda, sozinho, “Feinha”. “Tudo que você quiser” (Fred Martins / Marcelo Diniz) “Caminhos do coração” (Gonzaguinha) completam a lista.”É o disco que sempre busquei”, declara Tato, certo de que o bom trabalho é fruto de amadurecimento. Certo também de que pode passar as boas mensagens das quais anda sentindo falta na MPB. “Desde cedo, percebi o quanto a música pode fazer bem às pessoas. Fiz um disco que toso mundo pode cantar”, explica e comemora o rapaz de 25 anos. Tudo que está em “Simples mortais”, o disco, foi escrito de 2001 para cá. Estamos falando, portanto, de confissões recentes. Confissões, sim… “Componho por necessidade e o que escrevo é muito íntimo”, diz.Em vez de dançarinas com shortinhos minúsculos, mensagens com maiúsculas. Escolha corajosa, heim!? Está aí, aliás, um sentimento que sempre pautou o cotidiano do grupo. Neste disco, eles estão tendo peito para soar mais universais. “Não me interesso por estilo, me interesso por música. Foi uma mudança natural, não foi programada”, garante Tato, que recentemente andou atento à música cubana e está certo de que isso temperou um tanto de sua produção recente. Como na receita tem também Billie Holiday, Rage Against The Machine e Cartola, entre outros, bingo(!), surge a tal universalidade. É mais do que o lugar-comum de ser regional para ser universal. “Tem algo de psicodélico em ‘Uma vida inteira’. Uso a melodia da solidão, mas nada que chegue a ser Smashing Pumpkins”, declara o cantor, referindo-se a uma banda que flertava com uma aura deprê.Tato não está dizendo que os Pumpkins eram marketeiros. Este tipo de provocação não o atrai. O que o seduz é gente como Marcos Suzano – outro passo no caminho da universidade – participando do disco, como aconteceu agora. “O Suzano é um cara que consegue entrar e se adequar como se fizesse parte do grupo, de tão bem que ele toca. E Fernando Caneca, com aquela sua guitarra, tem o dom de encaixar bem a melodia certa onde ele quer”, comemora Tato, falando em seguida do cello de João Linhares, no qual ka pensa quando escreve algumas canções.Por falar em guitarra, há toques sutis de rock no disco. Tato ouvia muito Mutantes e adorava os sussurros de Rita Lee precedendo incursões ais rasgadas. Foi no que ele se inspirou para fazer e interpretar “Hoje a vida começa”, que tem o pandeiro e Suzano. Daí para o clues, um blues-à-Falamansa, é um pulo: “Esconde-esconde”. “Esta é uma das mais gostosas de dançar. Ela tem o que a gente na banda chama de ‘batida do acasalamento’. Fui DJ de forró. Se eu discotecasse, hoje, ia terminar a festa com essa, pro cara se dar bem”, brinca o cantor, que também deu uma pitada de reggae ao repertório com “Carta de um anjo”. Caminho mais do que certo para quem quer ser universal em vez de parar no tempo e nos modismos

Por Adilson Pereira A.C. Gusmão | Jornalista

01. Simples Mortais
02. 100 Anos
03. Caminhos Do Coração
04. Hoje Que a Vida Começa
05. Carta De Um Anjo
06. Feinha
07. A Pedra E O Espinho
08. Conselhos
09. Uma Vida Inteira
10. Love Sem Amor
11. Tudo o Que Você Quiser!
12. Esconde Esconde
13. Pra Você


Essa é pra vocês

Deckdisc / 2001

8-discografia-021FALAMANSA chega a 1,5 milhão com a ajuda dos universitários Segundo disco traz potenciais sucessos em todas as faixas e umagradecimento ao público que fez a “jovem guarda do forró” decolar.A mesma sanfoninha gostosa, de ritmo marcante, raiz, letras que falam desde amor até crítica social. Assim é o segundo CD do FALAMANSA, que chega às lojas com tudo para corresponder às expectativas e responsabilidades que um segundo trabalho carrega logo após o estouro do anterior. Mas o novo disco é, acima de tudo, um agradecimento àqueles que transformaram a expectativa inicial de vender 8.000 cópias na inesperada marca de 1,5 milhão: os universitários.Daí o nome do disco: Essa É pra Vocês!! (Deckdisc/Abril Music). “A gente pensou muito em retribuição, em endereçar o trabalho a todos, não importando classe social ou faixa etária”, conta Tato (Ricardo Cruz), autor da maioria das letras do quarteto, marcado por uma química que dificilmente teria similar em outro país que não o Brasil.Três paulistas se juntaram a um pernambucano e resgataram um ritmo típico nordestino, despertando interesse de um público saturado de ritmos repetitivos. Segundo Valdir (do acordeon) o pernambucano do grupo, que tocava forró havia mais de 20 anos, seus três parceiros ajudaram a “quebrar um monte de idéias erradas sobre o forró”. “Essa música, que passa muita coisa boa, merecia ser mostrada de uma forma legal”, conta. A solução foi simples, ou melhor, foi simplicidade: ritmo regional, letra limpa, poucos instrumentos. Resume bem o que significa atingir todas as camadas: “A pessoa pode ser o maior matuto, mas compra e sabe o que é bom”.O FALAMANSA nasceu de casas noturnas da capital e de praias do norte do Espírito Santo, onde as noites eram embaladas pelo forró. Lá se vão cinco anos que Tato veio de Piracicaba (interior de São Paulo, próximo a Campinas) para cursar publicidade e propaganda. “Era uma forma de fazer o que eu sempre quis, que é compor”, lembra Tato, à época adepto da MPB e tocador de violão. Foi quando conheceu o movimento, uma espécie de “jovem guarda do forró” ou “circuito pé de serra”, originado há cerca de oito anos. “O forró era aqui algo esquecido, que gerava muito preconceito. Mas sua idéia é passar uma mensagem.”Foi assim, tomando o mingau pelas beiradas, que o primeiro disco, a princípio independente, saiu. “Era uma demanda meio reprimida e um momento específico de a música brasileira estar carregada de outros gêneros.” O quarteto já havia trocado a cervejinha pela xiboquinha (néctar sagrado dos forrozeiros) quando teve de deixar de tocar no Remelexo de Pinheiros, da zona oeste da capital, uma das casas mais freqüentadas por jovens fãs do gênero. O lugar ficou pequeno demais para eles, que agora fazem uma caravana pelo Brasil.O grupo se completa com Dezinho (André Canonico) e Alemão (Douglas Capalbo), vizinhos de apartamento na Vila Mariana, bairro um tanto agitado da zona sul de São Paulo. Alemão conheceu Tato quando eram DJs de forró do KVA, outra casa noturna. Já Dezinho deu uma pitada ainda mais inusitada: a da irreverência dos surfistas (debutou na música pouco antes de ir morar em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, onde ficou dois anos e meio; quando voltou, passou a ir ao forró todo dia).Para ele, o ritmo deslanchou por ter sido renovado, carregar mais juventude. “A gente atingiu uma classe que jamais pensaria em dançar e ouvir. Assim, cativando esse público universitário que influencia muita gente, cativamos da classe mais baixa à mais alta.” Eis o trunfo e o que agora agradecem. Essa É pra Vocês!!Origem do nomeFoi de um estalo de Tato, quando inscreveu o grupo no festival de música na Universidade Mackenzie (onde iria cursar publicidade). Todos falavam alto ao mesmo tempo na sala de inscrição. Ele entrou calmamente, deixou uma fita cassete com a ficha preenchida. Já ia embora quando o responsável pela inscrição o chamou de volta, dizendo que havia se esquecido de dizer o nome da banda. Falando baixinho, da mesma forma que havia entrado na loucura daquela sala, disse: FALAMANSA. Caiu como uma luva.As novas músicasDepois do sucesso de “Rindo à Toa”, do disco anterior, a que promete ser o carro-chefe do novo disco é “Xote da Alegria” (falando de otimismo, diz: “Pra que chorar sua mágoa se afogando em agonia/Contra tempestade em copo d´água, dance o xote da alegria”). A crítica social fica por conta de “Ver pra Crer” (indignada, um desabafo, afirma: “Passou a mão e ninguém viu/Tomou toda riqueza do povo e depois fugiu/Tá tudo errado, tá tudo errado/Eu não pedi esmola, pedi casa pra morar, dignidade e escola”).Altamente dançante, como a maioria das canções, é “Solução (Essa É pra Vocês)” (o agradecimento, seguido do convite: “Deixa entrar as batidas do seu coração/Deixa entrar, talvez cantar seja a solução”. Em “A Falta”, forrozeiro mostra que também sofre de amor e admite: “Sinto a falta de você, sei a falta que é você”. Depois chuta o pau da barraca, em “Fique com a Saudade” (“Tire o seu olhar do meu que eu não sou mais teu, já tenho um novo amor”). Outro destaque são as faixas “Na Beira do Cais” e “Pra Viver Mais”, que contam com arranjo de cordas de Jaques Morelembaum.É difícil falar sobre as mais suingadas músicas do novo CD do FALAMANSA. Todas, basta decidir em que ordem, nasceram para ser sucesso. Cada música tem uma característica diferente, atendendo aos mais diversos gostos musicais e fazendo jus ao nome Essa É Pra Vocês!

A.C. Gusmão | Jornalista

01. Solução (Essa é pra vocês)
02. A Falta
03. Fique com Saudade
04. Ver Pra Crer
05. Xote Da Alegria
06. Forró De Sangue Novo
07. Tantos Motivos
08. Na Beira Do Cais
09. Oh Chuva
10. Pra Viver Mais
11. Xote Universitário
12. Alcalino
13. Hora do Adeus


Deixa Entrar…

Deckdisc / 2000

9-discografia-01A história do FALAMANSA começa em 1998, no último dia de inscrição para o 3º Festival de Música do Mackenzie. Tato, hoje autor e vocalista da banda , era DJ de forró e já tinha algumas composições próprias. Decidiu inscrever uma delas (“Asas”) no festival. Porém havia um pequeno problema… Ele não tinha uma banda! “Entrei na sala de inscrições, estavam todos muito exaltados e eufóricos com o evento, falando alto e ao mesmo tempo” lembra Tato. ” Quietinho, entreguei a ficha de inscrição junto com uma fita cassete, agradeci e virei as costas. Quando estava saindo, ouvi: “Espera aí, falta o nome da banda! Com toda aquela bagunça, eu não pensei duas vezes e respondi: é FALAMANSA. O nome era tão perfeito que o cara respondeu: “Legal, é a sua cara”.Resultado: quatro dias depois o FALAMANSA, que não existia, estava entre os 20 convocados dos 160 grupos inscritos no festival.Tato lembrou do Alemão, amigo DJ que tocava zabumba. Alemão, por sua vez, chamou o vizinho que tocava triângulo, o Dezinho. Junto com eles, uma flautista e um baixista que fizeram parte da primeira formação da banda. Ensaiaram duas tardes e “Asas” faturou o segundo lugar no evento. Hoje, o FALAMANSA é formado por: Tato (Vocal), Alemão (Zabumba), Dezinho (Triângulo) e o experinte sanfoneiro, Valdir do Acordeon, com 25 anos de estrada. A DECKdisc não resistiu ao ouvir o CD independente que eles gravaram em janeiro/2000 e lançou ” DEIXA ENTRAR…”, distribuído pela Abril Music . O Cd que saiu com 21 mil cópias, atingiu a vendagem de mais de 900 mil cópias em 1 ano, caminhando para o disco de Diamante. O CD traz “Rindo à toa”, um sucesso nos forrós de Minas, Espírito Santo, Rio e São Paulo e “Xote dos Milagres”, entre as mais pedidas das principais rádios brasileiras. Tato, 21 anos de idade, é o compositor da maioria das músicas. A banda fez uma homenagem a grandes autores e incluiu no repertório “Confidência”, de Jorge de Altinho e Petrúcio Amorim e “Minha gata” de Accioly Neto.O FALAMANSA, que começou tocando todas as terças na casa de show Remelexo Pinheiros, em São Paulo, atualmente lota shows com mais de 15 mil pessoas, de norte a sul do país. Em Belo Horizonte seus shows viraram CDs piratas, vendidos pelos camelôs nas portas das casas de forró e no centro da cidade. O FALAMANSA mistura o carisma e a alegria do forró jovem, sem desprezar as raízes desse ritmo tão brasileiro e sensual. Os curiosos podem dar uma olhadinha no site www.falamansa.com.br e saber tudo sobre essa banda. Dá para ver que o grupo criou “Asas” para o sucesso. Deckdisc

01. Deixa Entrar
02. Falamansa song
03. Xote Dos Milagres
04. Rindo à Toa
05. Confidência
06. Forró de Tókio
07. Zeca Violeiro
08. Avisa
09. Asas
10. Medo de Escuro
11. Oração
12. Minha Gata
13. Desaforo


     

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